Lula deve abordar crise entre Guiana e Venezuela na viagem ao Caribe

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunirá com o chefe de governo da Guiana, Irfaan Ali, na próxima quinta-feira (29), em Georgetown, capital do país vizinho, para debater a agenda bilateral. A viagem de Lula tem como principal compromisso a participação, como convidado especial, do encerramento 46ª Cúpula de Chefes de Governo da Comunidade do Caribe (Caricom), mas o encontro do anfitrião com o presidente brasileiro está confirmado. Um dos assuntos que eles deverão discutir é a crise entre Guiana e Venezuela pelo território de Essequibo, disputado pelos dois países

“Temos boas relações com a Venezuela, boas relações com a Guiana. O presidente Lula está indo porque foi convidado para se reaproximar da Caricom. Agora, ele estando lá, não vai perder a oportunidade de se reunir com o presidente Ali e apresentar uma agenda bilateral. Talvez ele felicite o presidente Ali por ter aceitado sentar-se com a Venezuela para tentar resolver a crise”, comentou a embaixadora Gisela Padovan, secretária de América Latina do Ministério das Relações Exteriores (MRE), em entrevista na última sexta-feira (23) para tratar da viagem.

Questionada por jornalistas sobre o papel do Brasil na mediação da crise, Padovan enfatizou a neutralidade do governo na questão e a busca por uma solução negociada. “O Brasil não se manifesta a respeito do cerne da questão entre Guiana e Venezuela, porque não nos compete. O que nos compete é facilitar o diálogo, a nossa posição se baseia em defender que o problema e a solução são uma questão bilateral, de respeito aos tratados internacionais, que é base da nossa Constituição”, argumentou.

Em dezembro de 2023, os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Guiana, Irfaan Ali, assinaram declaração conjunta em que os dois países se comprometem a não usar a força um contra o outro na disputa pelo território. O documento foi assinado durante reunião na ilha caribenha de São Vicente e Granadinas, mediada pelo primeiro-ministro Ralph Gonsalves, com quem Lula também deve se encontrar, na próxima sexta-feira, dia 1º de março, no próprio país insular, onde o presidente brasileiro participará da abertura da 8ª cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que será realizada em Kingstown, a capital. A viagem ocorre na sequência da visita à Guiana.

Em janeiro deste ano, em Brasília, foi realizada a segunda rodada de diálogo sob mediação do governo brasileiro, por meio do chanceler Mauro Vieira, e dos governos de São Vicente e Granadinas – país que está na presidência temporária da Celac, e de Dominica, nação que preside temporariamente a Caricom. Desde a eclosão da crise, os três países têm atuado como principais interlocutores na busca de uma solução pacífica.

“Por enquanto, a gente não resolveu o problema, não é um problema simples, mas conseguimos que os países se sentassem e começassem um diálogo, que não é curto, não é simples, mas começou”, observou a embaixadora Gisela Padovan.

No fim do ano passado, a Venezuela realizou consulta popular que aprovou a incorporação de Essequibo, região disputada pelos dois países há mais de um século, que perfaz quase 75% do território da Guiana. O governo venezuelano também autorizou a exploração de recursos naturais na região e nomeou um governador militar para área.  Foi o estopim para que as tensões entre os dois países aumentassem desde então. O governo brasileiro chegou a reforçar a presença as tropas militares em Roraima, que faz fronteira com os dois países, e vem defendeu a resolução da controvérsia entre as duas nações por meio de um diálogo mediado. O Brasil é o único país que faz fronteira simultânea com Guiana e Venezuela, e um eventual conflito militar poderia ameaçar parte do território brasileiro em Roraima.

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Brasil abre Copa América com boa vitória sobre a Venezuela

Seleção faz 3 a 0 com gols de Marquinhos, Neymar e Gabriel Barbosa

O Estádio Mané Garrincha, em Brasília, foi palco na noite deste domingo (13) da estreia da seleção brasileira na Copa América de 2021. A equipe nacional fez 3 a 0 na Venezuela pela abertura do Grupo A. Os gols foram marcados pelo zagueiro Marquinhos e pelos atacantes Neymar e Gabriel Barbosa.

Com o resultado, o time verde e amarelo somou os primeiros três pontos e lidera a chave. Ainda neste domingo, às 21h (horário de Brasília), Colômbia e Equador se enfrentam no mesmo grupo na Arena Pantanal. O Peru é o quinto time da chave brasileira e folga nesta rodada inaugural.

Antes do início da partida, ocorreu um rápido cerimonial para abertura da competição. Alguns profissionais da saúde levaram a taça da Copa América até o centro do gramado do Mané Garrincha e o telão do estádio passou imagens alusivas às 10 equipes que participam do torneio e foi organizado um show de fogos de artifício que tomou conta do céu da capital federal.

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Com a bola rolando, a primeira partida da Copa América dessa temporada foi totalmente dominada pelo Brasil. Aos sete, quase Richarlison abriu o placar depois de cobrança de escanteio de Neymar. Aos nove, a mesma dupla esteve em ação. Neymar deu um belo lançamento para Richarlison que não conseguiu dominar. Aos 10, Éder Militão por muito pouco não abriu o placar de cabeça. Aos 22, finalmente as redes venezuelanas balançaram. Neymar bateu o escanteio da esquerda e o zagueiro Marquinhos aproveitou o bate e rebate na área para fazer o primeiro gol. Aos 25, Richarlison marcou, mas estava impedido. Aos 29, Neymar fez boa jogada e finalizou rasteiro. A bola passou raspando a trave direita do gol de Graterol.

Na etapa final, o técnico Tite fez duas mudanças, colocando Everton Ribeiro no lugar do Lucas Paquetá e Alex Sandro no lugar de Renan Lodi, e a seleção marcou mais dois gols. Aos 16, o lateral-direito Danilo armou boa jogada e foi derrubado na área. Neymar deslocou o goleiro rival e fez mais um.

AGÊNCIA BRASIL

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Governador do distrito de Caracas e importante aliado de Maduro morre de Covid-19

Darío Vivas, o governador do distrito venezuelano que engloba a capital Caracas e um forte aliado do presidente Nicolás Maduro, morreu nesta quinta-feira (13) por conta da Covid-19 aos 70 anos, informaram autoridades.

Vivas, um veterano membro do Partido Socialista que governa o país, havia dito no Twitter no dia 19 de julho que havia testado positivo para o novo coronavírus e que estaria entrando em auto isolamento.

“Ele morreu em combate… cuidando de sua saúde e de todos nós nessa difícil batalha contra a pandemia de Covid-19”, disse a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, pelo Twitter.

Vivas é a primeira autoridade da elite governamental da Venezuela a morrer pelo vírus, embora vários tenham testado positivo. O Ministro do Petróleo, Tareck El Aissami, disse na quarta-feira que havia se recuperado um mês depois de ter sido infectado, enquanto o vice-presidente do Partido Socialista, Diosdado Cabello está em tratamento.

A Venezuela havia reportado 29.088 casos da Covid-19 até quarta-feira, com 247 mortes. Os números estão entre os mais baixos entre os países da América do Sul, mas médicos e políticos de oposição dizem que os números reais devem ser muito mais altos devido aos atrasos nos testes, citando dados de funcionários de saúde.

G1 Globo.com

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Bolsonaro sugere que medidas de isolamento no Maranhão e outros Estados mostram como é viver na Venezuela

(Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro usou suas redes sociais neste domingo para voltar a criticar o isolamento social, desta vez sugerindo que o lockdown de São Luís no Maranhão e medidas similares de outros Estados confinam as pessoas a passarem fome em casa e mostram como é viver na Venezuela.

“‘Documento e declaração de que vai trabalhar’… Se não tem desce. Assim o povo está sendo tratado e governado pelo PCdoB/MA e situações semelhantes em mais Estados. O chefe de família deve ficar em casa passando fome com sua família. Milhões já sentem como é viver na Venezuela”, afirma o presidente em um tuíte no qual publicou também um vídeo que mostra um policial militar fiscalizando o cumprimento do lockdown em um ônibus.

Desde o início da pandemia de coronavírus, Bolsonaro tem atacado prefeitos e governadores que adotam medidas mais duras de isolamento social.

O presidente reclama dos efeitos econômicos dessas medidas e faz alertas sobre o desemprego e possível caos social delas decorrentes. Por outro lado, especialistas dizem que o isolamento social é o único modo disponível no momento para frear a propagação do vírus, que no Brasil já matou mais de 10 mil pessoas.

No caso de São Luís, o lockdown, a forma mais restritiva de isolamento em meio à epidemia de coronavírus, foi determinado pela Justiça e está sendo aplicado, de bom grado, pelo governador do Estado, Flavio Dino (PCdoB). [nL1N2CN1CC]

Também no Twitter, Dino rebateu Bolsonaro e disse que o presidente deveria fazer algo útil e não ficar simplesmente passeando de jet ski.

“Bolsonaro inicia o domingo me agredindo e tentando sabotar medidas sanitárias determinadas pelo Judiciário e executadas pelo governo. E finge estar preocupado com o desemprego. Deveria então fazer algo de útil e não ficar passeando de jet ski para ‘comemorar’ 10.000 mortos”, disse Dino, fazendo referência a um passeio de jet ski do presidente na véspera em Brasília.

“Se Bolsonaro morasse em São Luís, não teria como se deslocar para apoiar coronavírus, passear de jet ski e fazer números de ‘humor’. Por isso ele se preocupou com a restrição a atividades não essenciais. Afinal, o seu atual cotidiano nada tem de essencial para a nossa nação.”

Por Alexandre Caverni

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Os EUA podem realmente invadir a Venezuela?

Os Estados Unidos deram novo impulso às ameaças de uma ação militar na Venezuela, agora de forma mais explícita do que os avisos repetidos de que “todas as opções estão na mesa” na conduta de Washington sobre Caracas.

Com Nicolás Maduro ainda no poder na Venezuela, um dia depois de seus opositores terem convocado um levante para derrubá-lo, os EUA encararam a crise no país sul-americano como um assunto prioritário.

Embora o discurso geral seja o de que Washington prefere que Maduro deixe o poder em uma transição pacífica, representantes da cúpula da Casa Branca fizeram nos últimos dias declarações mais abertas sobre a possibilidade de uma invasão militar da Venezuela.

“A ação militar é possível. Se isso for necessário, é o que os Estados Unidos farão”, afirmou o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, ao canal Fox Business.

Ele acrescentou que “o presidente (Donald Trump) finalmente terá que tomar essa decisão e está preparado para fazê-lo se for necessário”.

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Mike Pompeo e John Bolton (ao fundo) têm se posicionado ativamente sobre a Venezuela nos últimos episódios da crise no país sul-americano
O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton, disse que os militares devem estar “prontos” para atuar na Venezuela, se preciso.

O Pentágono negou que tenha ordens para uma ação militar naquele país, mas o secretário interino de Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, precisou cancelar no fim de abril uma viagem à Europa para “coordenar efetivamente” com as equipes de Bolton e Pompeo sobre a Venezuela e a fronteira com o México, de acordo com um porta-voz.

“Fizemos um planejamento minucioso (em relação à Venezuela), de forma que não haja situação para a qual não tenhamos nos preparado”, disse Shanahan em uma audiência no Congresso.

Então, tudo isso significa que Washington está de fato mais perto de enviar tropas para a Venezuela?

Não necessariamente, dizem especialistas.

Maior pressão
O que Washington busca é convencer os militares venezuelanos a apoiarem Juan Guaidó, líder da oposição e autoproclamado presidente interino, segundo explica Alan McPherson, professor de História e diretor do Centro de Estudos sobre Força e Diplomacia na Universidade Temple, nos Estados Unidos.

“Parece que não funcionou ontem, mas acho que o Departamento de Estado está usando uma linguagem mais forte em suas advertências para pressionar mais pessoas”, disse McPherson à BBC.

Na opinião de McPherson, o Pentágono é relutante sobre uma intervenção militar na Venezuela, mas Trump pode fazê-lo apesar das importantes consequências que isso pode ter no tabuleiro da América Latina – como a acusação, por países aliados na região, de que a intervenção americana seria ilegal.

De fato, o militar de mais alta patente dos EUA, o general Joseph Dunford, afirmou que o Pentágono está focado em reunir informações sobre a Venezuela por meio de seus serviços de inteligência.

Segundo o jornal americano Washington Post, a questão causou atrito entre o Pentágono e a equipe de John Bolton. Na semana passada, o general Paul Selva, segundo militar mais graduado do país, teria ficado furioso com os conselheiros de Bolton, que o pressionaram por ações militares na Venezuela.

Os EUA têm procurado enfraquecer Maduro com sanções econômicas e com a formação de uma coalizão de dezenas de países, incluindo o Brasil, que reconhece Guaidó como o líder legítimo da Venezuela e qualifica Maduro como ditador.

Washington também pediu aos militares venezuelanos que apoiem Guaidó.

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Nicolás Maduro tem o apoio dos principais chefes militares da Venezuela
Mas Maduro permanece no poder em meio a uma enorme crise política e econômica, com o apoio dos principais comandos das Forças Armadas da Venezuela. Rússia e China também apoiam seu governo.

Isso parece frustrar os EUA, que, segundo analistas, podem levar a rupturas na coalização em torno de Guaidó a depender do rumo que tomar.

Por esses riscos, as declarações de Pompeo ou Bolton têm termos “vagos” sobre quando ou como uma ação militar aconteceria, destaca McPherson.

“Não acho que eles estão mentindo”, diz, “mas estão enviando um aviso de que estão se aproximando dessa decisão”.

O fator Rússia
Washington também parece estar enviando recardos mais firmes para a Rússia sobre a Venezuela.

Em março, o envio de aviões militares russos a Caracas foi encarado pelos americanos como uma afronta à sua influência na região.

Pompeo disse nesta terça-feira que Maduro estava pronto para deixar a Venezuela, mas desistiu de fazê-lo a pedido da Rússia, que negou essa versão.

No início da semana, Pompeo telefonou para o ministro russo das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, e disse que “a intervenção da Rússia e de Cuba está desestabilizando a Venezuela e as relações bilaterais EUA-Rússia”, disse um porta-voz do Departamento de Estado.

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A porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, rechaçou que seu país tenha tido influência nas últimas decisões de Maduro
Mas o Ministério das Relações Exteriores da Rússia emitiu uma declaração onde afirmou que “a interferência de Washington nos assuntos internos de um Estado soberano, a ameaça contra sua liderança, é uma violação grave do direito internacional”.

“Indica-se que a continuação desses passos agressivos viria acompanhada de consequências mais sérias”, acrescentou o texto russo.

Kimberly Marten, professora do Barnard College da Universidade de Columbia University e especialista em segurança internacional e na Rússia, acredita que Washington e Moscou buscam firmar suas posições na Venezuela.

“O perigo é que isso possa chegar a um ponto em que os EUA vão ceder ou iniciar operações militares, o que seria uma tragédia”, disse Marten à BBC.

“Podemos esperar que ambas as partes tentem, em vez disso, usar essa jogada simplesmente para fomentar suas reivindicações em direção a uma solução pacífica”, acrescenta, “e para que as cabeças mais frias prevaleçam”.

BBC NEWS

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Trump diz que está monitorando situação na Venezuela muito de perto

 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira que está monitorando a situação na Venezuela muito de perto e reiterou o apoio norte-americano ao povo venezuelano, no momento em que o líder da oposição Juan Guaidó toma medidas inéditas para depor o presidente Nicolás Maduro.

“Eu estou monitorando a situação na Venezuela muito de perto. Os Estados Unidos estão com o povo da Venezuela e sua liberdade”, escreveu Trump no Twitter.

Reuters

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ENTREVISTA-Brasil diz que militares russos devem deixar Venezuela se objetivo deles é manter Maduro no poder

Os militares russos enviados à Venezuela devem deixar o país se o seu propósito for o de manter o governo de esquerda no poder, disse o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, nesta quinta-feira.

Em entrevista à Reuters, Araújo disse que ele espera que a Rússia reconheça que apoiar o presidente Nicolás Maduro apenas aprofundará o colapso da economia e sociedade venezuelanas, e que o único modo de sair da crise é realizar eleições sob um governo interino liderado pelo líder da oposição Juan Guaidó.

“Se a ideia deles é manter Maduro no poder por mais tempo, isso significa mais pessoas passando fome e fugindo do país, mais tragédia humana na Venezuela”, disse o ministro.

“Qualquer coisa que contribua para a continuação do sofrimento do povo venezuelano deve ser removida”, disse ele em entrevista por telefone.

Na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que a Rússia retire seus militares da Venezuela e disse que “todas as opções” estão em aberto para que isso ocorra.

O presidente Jair Bolsonaro, cujo governo se uniu a uma coalizão liderada pelos EUA para levar ajuda humanitária até a Venezuela, disse que as Forças Armadas brasileiras não têm intenção alguma de intervir militarmente no país vizinho.

A chegada de dois aviões da Força Aérea russa no subúrbio de Caracas no sábado transportando, acredita-se, cerca de 100 membros das forças especiais russas e equipes de cibersegurança escalaram a crise política na Venezuela. A Rússia disse nesta quinta-feira que eram “especialistas” enviados à Venezuela sob um acordo de cooperação militar e que ficariam lá.

Araújo disse que o Brasil gostaria de discutir a crise venezuelana bilateralmente com a Rússia e a China, suas parceiras no Brics, para convencê-las que uma transição diplomática no país produtor de petróleo pode ser também de seu interesse.

Com o reconhecimento dos países do Grupo de Lima de Guaidó como líder legítimo da Venezuela, o Brasil está agora focado em ter os representantes dele reconhecidos por organizações internacionais em vez de os de Maduro, disse Araújo, como aconteceu recentemente no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

reuters.com

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Bolsonaro diz apoiar Trump para 2020 e não descarta intervenção na Venezuela

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 3ª feira (19.mar.2019) que acredita “piamente” na reeleição de Donald Trump para o comando dos Estados Unidos. Os 2 se reuniram mais cedo na Casa Branca, sede do governo norte-americano.

“O povo repetirá esse voto com certeza. Aos poucos, essas pessoas que acreditam no socialismo ou até no comunismo vão abrindo suas cabeças”, disse Bolsonaro após a reunião, em entrevista à imprensa.

Questionado sobre qual seria a relação do governo dele caso a futura gestão não seja a de Trump, Bolsonaro disse que respeitará o resultado do pleito, que será realizado em 2020.

VENEZUELA 

O mandatário brasileiro foi indagado se apoia uma intervenção militar na Venezuela. “Tem certas questões que se você divulgar deixam de ser estratégicas”, disse Bolsonaro. Em nenhum momento ele e Trump negaram a possibilidade.

Já o norte-americano lembrou que Brasil e Estados Unidos foram os primeiros países a reconhecer Juan Guaidó como presidente interino “legítimo” da Venezuela. Guaidó é líder da oposição ao governo de Nicolás Maduro e presidente da Assembleia Nacional.

Trump agradeceu publicamente a ajuda humanitária do Brasil à Venezuela. Pediu aos militares venezuelanos que deixem de apoiar Maduro, do qual chamou de “marionete de Cuba”.

TRUMP COGITA CONVIDAR BRASIL PARA OTAN

O presidente dos Estados Unidos cogitou a hipótese de convidar o Brasil para integrar a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), maior aliança militar do mundo, com 28 países-membros.

Trump disse que tem a intenção inicial de designar o Brasil como aliado especial fora da coalizão. Segundo o norte-americano, isso abriria as portas para cooperação no combate ao tráfico de armas, drogas e pessoas.

O norte-americano reforçou que apoia a entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Disse que os 2 governos estão comprometidos em remover barreiras e incentivar uma série de industrias dos 2 países. “Abrir a economia é o caminho certo para o Brasil”, afirmou.

Trump afirmou ainda que foi “impressionante” e “1 feito e tanto” a campanha que levou Bolsonaro à Presidência da República.“O Brasil e os Estados Unidos nunca estiveram mais próximos do que estamos agora”, declarou.Encontro de Bolsonaro com Trump 13 FotosVeja a galeria completa›

Bolsonaro aproveitou o discurso para convidar o norte-americano a visitar o Brasil e afirmou ser 1 grande admirador dos Estados Unidos. “Hoje o Brasil não tem 1 presidente anti-americano, caso excepcional nas ultimas décadas”. 

Na visita aos Estados Unidos, o governo brasileiro assinou 1 acordo permite o uso comercial da base de Alcântara, no Maranhão, com projetos que envolvam tecnologia dos Estados Unidos. O lugar é 1 dos centros de lançamentos de foguetes da FAB (Força Aérea Brasileira).

Bolsonaro também publicou decreto que isenta visto de turistas de 4 países, entre eles os Estados Unidos. A medida é unilateral e os brasileiros continuam precisando de visto para entrar no país de Trump.

REUNIÃO NA CASA BRANCA

O chanceler Ernesto Araújo e demais ministros brasileiros não participaram do encontro inicial entre Bolsonaro e Trump no Salão Oval da Casa Branca.

Trump convidou o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, para ingressar na conversa.

Na entrevista à imprensa, Trump elogiou Eduardo. “O trabalho do filho do presidente tem sido fantástico”, afirmou.

Ao final da conversa com os jornalistas, Trump se despediu e disse: “Aliás, nossas conversas com a China estão indo muito bem”.

O governo chinês e o norte-americano estão travando uma guerra comercial. Trump deve se reunir com o presidente da China no final de março para dar continuidade as negociações.

Eis a íntegra da entrevista à imprensa de Trump e Bolsonaro:

Poder360

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OEA estima em 5,4 mi o número de emigrantes da Venezuela ao final de 2019

A OEA (Organização dos Estados Americanos) estima que o número de emigrantes da Venezuela –ou seja, de pessoas que deixam o país– será de 5,4 milhões ao fim de 2019 por conta da crise.

Os dados foram levantados pelo grupo de trabalho formado para analisar migrantes e refugiados do país sul-americano e publicados em relatório nesta 6ª feira (8.mar.2019). Leia a íntegra do documento, em espanhol.

“Com mais de 3,4 milhões, os venezuelanos são a 2ª população com mais refugiados no mundo, só superada pela Síria, que está em guerra há 7 anos. E os prognósticos sinalizam que ao final de 2019 o êxodo alcançará as 5,4 milhões de pessoas”, disse o secretário-geral da OEA, Luis Almagro.

Segundo a OEA, caso a situação não mude na Venezuela –que vive uma instabilidade com a Presidência de Nicolás Maduro e o autodeclarado governo de Juan Guaidó, reconhecido por cerca de 50 países–, esse número subirá para entre 7,5 milhões e 8,2 milhões.

O documento também traz números atualizados de venezuelanos em países vizinhos. Há 1,2 milhão na Colômbia, 700 mil no Peru, 265 mil no Chile, 220 mil no Equador, 130 mil na Argentina e 100 mil no Brasil.

As principais causas para a migração forçada na Venezuela, aponta o relatório, são “a crise humanitária, a violência generalizada, o colapso econômico, a violação de direitos humanos e o controle social”.

De acordo com o relatório, 87% dos lares venezuelanos estão abaixo da linha da pobreza, contra 50% em 1996. A pobreza extrema está acima de 60%. A taxa de homicídios é de 81,4 para cada 100 mil habitantes.

Poder 360

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Mourão diz que Venezuela pode voltar a convívio democrático sem medidas extremas

 O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira durante reunião do Grupo de Lima na Colômbia que a Venezuela pode retornar ao “convívio democrático” sem que para isso seja necessária a adoção de medidas extremas, ao mesmo tempo que reiterou o compromisso do Brasil com a paz no Hemisfério Ocidental.

Durante a reunião, da qual também participou o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, Mourão também disse que a Venezuela não conseguirá deixar sozinha o regime chavista, atualmente liderado pelo presidente Nicolás Maduro e defendeu a solidariedade panamericana com o país vizinho.

“O Brasil acredita firmemente que é possível devolver a Venezuela ao convívio democrático das Américas sem qualquer medida extrema”, disse Mourão em seu discurso, no qual também defendeu a realização de eleições livres no país vizinho.

A fala do vice-presidente vem depois de tensões na região de fronteira entre Brasil e Venezuela em Pacaraima (RR), quando forças venezuelanas dispararam bombas de gás contra manifestantes venezuelanos em território brasileiro.

Após o encontro, em entrevista à GloboNews, Mourão disse que “em hipótese alguma” o Brasil permitirá que os Estados Unidos usem o território do país numa eventual intervenção na Venezuela.

O governo do presidente Jair Bolsonaro enviou veículos com alimentos e medicamentos como ajuda humanitária para a Venezuela, que vive uma profunda crise econômica, social e política, mas o governo Maduro impediu a entrada da ajuda.

Na noite de domingo, o Ministério da Defesa do Brasil divulgou nota em que afirma que militares brasileiros e venezuelanos negociaram para evitar novos confrontos na área fronteiriça.

Em publicações em sua conta no Twitter, Mourão também defendeu uma solução pacífica para a crise venezuelana “sem aventuras”.

“Vamos manter a linha de não intervenção, acreditando na pressão diplomática e econômica internacional para buscar uma solução pacífica. Sem aventuras. Condenamos o regime de Nicolás Maduro e estamos indignados com a violência contra a população venezuelana”, escreveu o vice.

“Considerada nossa estatura político-estratégica na região, a tarefa não é somente liderar uma iniciativa de preservação da paz e da segurança nas Américas, mas oferecer o valioso exemplo de uma ação conjunta, equilibrada, prudente e consistente para superar a crise na Venezuela”, acrescentou.


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Instituto Butantan vai doar 1 milhão de doses de vacina para a Venezuela

O Instituto Butantan vai doar à Venezuela 1 milhão de doses de vacina contra a gripe e 1,7 mil frascos de soro contra picadas de serpente e aranhas. O objetivo, segundo o governo paulista, “é ajudar a população da Venezuela no momento em que o país enfrenta uma grave crise política e humanitária”.

O anúncio foi feito no sábado (23) pelo governador de São Paulo, João Doria, durante uma cerimônia que marcou a ampliação e a modernização da fábrica de vacina contra a gripe do Butantan.

Segundo ele, as doações serão destinadas principalmente para os moradores da fronteira da Venezuela com o Brasil. “Em abril, faremos a doação de 1 milhão de doses de vacina contra a gripe igualmente para proteger a população na região da fronteira. Essas vacinas vão atender tanto a comunidade brasileira como a venezuelana”, disse.

Reforma e ampliação

Com a reforma e ampliação da fábrica, realizada no ano passado, o Butantan passou a ter capacidade instalada para a produção de 140 milhões de doses por ano. Com isto, o estado de São Paulo passa a ter a maior fábrica de vacina contra influenza do Hemisfério Sul, tornando o país autossuficiente em produção.

Para a reforma, segundo o governo paulista, foram investidos cerca de R$ 83 milhões por meio da Fundação Butantan. A ampliação incluiu, além da reforma, aquisição e readequação de equipamentos.

O instituto informou que está adequando a fábrica para a pré-qualificação junto à Organização Mundial de Saúde (OMS) o que vai permitir que a vacina contra influenza produzida pela instituição seja fornecida para outros países.

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Brasil enfrentará Bolívia, Venezuela e Peru na 1ª fase da Copa América

A seleção brasileira irá enfrentar Bolívia, Venezuela e Peru na fase de grupos da 46ª Copa América. O sorteio foi realizado nesta noite (24) no Rio de Janeiro. A competição irá ocorrer no Brasil entre 14 de junho e 7 de julho deste ano.

Ao todo, 12 seleções disputam a Copa América. Elas foram divididas em três grupos com quatro participantes. Além das seleções da América do Sul, Japão e Catar participam como convidados da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), entidade responsável pela competição.

Como país-sede, o Brasil figura no grupo A. O grupo B reúne Argentina, Colômbia, Paraguai e Catar. Já o Grupo C terá Uruguai, Equador, Japão e Chile.

A cerimônia foi apresentada pelos jornalistas Tadeu Schmidt e Fernanda Gentil e o sorteio foi conduzido pelo ex-jogador Cafu, capitão do Brasil na conquista da Copa do Mundo de 2002. Ele teve como assistentes outros atletas que fazem parte da história do futebol: o uruguaio Diego Lugano, o argentino Javier Zanetti, o colombiano Francisco Maturana, o paraguaio Romerito e os brasileiros Zico, Zé Roberto e Marta.

O evento contou ainda com a participação de Ronaldinho Gaúcho. Ele apresentou a bola desta edição, que foi  inspirada no grafite brasileiro. Houve também apresentações de artistas brasileiros, como os músicos do Monobloco e a dançarina Lellêzinha, ex-integrante do Dream Team do Passinho, grupo formado nas comunidades do Rio de Janeiro.

Caminho do Brasil

O Brasil sediará a Copa América pela quinta vez. As outras ocorreram em 1919, 1922, 1949 e 1989. Em todas essas edições, a seleção brasileira se sagrou campeã.

A trajetória em busca de mais um título começa em São Paulo no dia 14 de junho, às 21h30, quando a seleção enfrentará a Bolívia no Morumbi. Na segunda rodada, o Brasil encara no dia 18 junho a seleção venezuelana, no mesmo horário na Fonte Nova, em Salvador. O último confronto da fase de grupos será novamente em São Paulo, dessa vez na Arena Corinthians. O adversário será o Peru, às 16h do dia 22 de junho.

Caso se classifique em primeiro lugar, o caminho da seleção brasileira terá as quartas de final na Arena do Grêmio e a semifinal no Mineirão. A final no Maracanã está agendada para 7 de julho, às 17h.

Se o Brasil terminar a fase de grupos na segunda posição, os jogos da sequência antes da final serão no Maracanã e no Mineirão. Até mesmo o terceiro melhor colocado de cada grupo pode conseguir a classificação para a segunda fase da competição. Neste caso, porém, dependerá do desempenho do terceiro lugar dos demais grupos. 

Estádios

As partidas da 46ª Copa América vão ocorrer em seis estádios, sendo dois deles em São Paulo: a Arena Corinthians e o Morumbi. Os outros palcos do jogos são Mineirão (Belo Horizonte), Arena Grêmio (Porto Alegre), Fonte Nova (Salvador) e Maracanã (Rio de Janeiro), onde será disputada a grande final.

Ingressos podem ser adquiridos pela página oficial da competição. Os preços da entrada inteira variam de R$ 60 a R$ 890. Há meia-entrada para todos os setores, disponíveis conforme estabelece a legislação.

Campeões

A Copa América foi realizada pela primeira vez em 1916. O Uruguai, maior campeão, venceu em 15 oportunidades. Argentina com 14 conquistas e Brasil com oito integram a lista dos maiores vencedores da competição. O campeão da última edição é o Chile.

Atualmente, a competição ocorre a cada quatro anos. A escolha da sede da 46ª Copa América no Brasil dá sequência à série de eventos esportivos internacionais que vêm sendo realizados no país: a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Agencia Brasil

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Em sessão extraordinária, OEA defende eleições livres na Venezuela

A sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos, que discutiu hoje (24) a situação da Venezuela, reuniu maioria favorável à realização de “eleições livres, justas e transparentes” e interinidade de Juan Guaidó na Presidência da República. Porém, aliados do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, como México e Uruguai, também foram lembrados.

Por sugestão dos Estados Unidos, foi aprovada uma declaração na qual são exigidas garantias de segurança para o presidente interino, Juan Guaidó. O documento foi subscrito por Argentina, Bahamas, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Honduras, Guatemala, Haiti, Panamá, Paraguai, Peru e República Dominicana.
Na sessão, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, ressaltou a importância de se preservar a integridade física de Guaidó. “Pedimos às forças de segurança venezuelanas que garantam a integridade física e segurança do presidente interino Guaidó”, disse.

Pompeo informou que os Estados Unidos enviaram aproximadamente US$ 20 milhões de ajuda humanitária para a Venezuela. Segundo ele, o apoio financeiro é para tirar as pessoas do sofrimento que vivem.

O secretário-geral da OEA, o uruguaio Luis Almagro, disse que o principal propósito da entidade deve ser “acabar com a usurpação” do poder numa referência, sem citar nomes, do governo de Maduro. Ele apelou para que os governos declarem “ilegítima” a reeleição de Maduro, que tomou posse em 10 de janeiro.

Ao final, os representantes dos países que apoiam Guaidó rechaçaram os episódios de violência durante os protestos registrados em Caracas e várias cidades venezuelanas. Organizações não governamentais informaram que pelo menos 14 pessoas foram mortas nas manifestações com idades entre 16 e 47 anos.

Por Agência Brasil*

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