Deputada Mical denuncia atos de perseguição religiosa em comunidade de Anajatuba

Na tribuna, deputada Mical disse que vai tomar todas as providências para garantir a construção da igreja na localidade.

A deputada Mical Damasceno (PSD) denunciou, na sessão plenária desta terça-feira (29), atos de perseguição religiosa contra evangélicos no Maranhão. Segundo a parlamentar, desta vez, a ação criminosa aconteceu na comunidade quilombola Queluz, no município de Anajatuba.

Mical relatou que um homem entrou armado com um facão, durante um culto na igreja local, e atacou os fiéis. Segundo ela, uma senhora teve a mão ferida ao tentar se defender dos golpes do agressor. A deputada contou que o motivo da agressão teria sido para impedir que uma igreja de alvenaria fosse construída ali, no lugar da de barro e telha de amianto. 

A parlamentar relembrou outros casos de perseguição religiosa, que ela denunciou na tribuna da Casa, como o que ocorreu no povoado Curral dos Crentes, quando evangélicos foram impedidos de realizar trabalhos de evangelização naquela localidade. 

“Também tivemos a prisão de um pastor efetivada por uma juíza em pleno período eleitoral, no município de Coroatá.  Em São Luís, também um homem conhecido por João Curador atacou um grupo de irmãos, ateando neles um produto inflamável. Houve ainda o caso da fake News contra um pastor que teria interrompido um culto de matriz africana”, relatou Mical.  

Impasse

A deputada disse, ainda, que esteve na comunidade Queluz, onde ocorreu o ataque, para tentar resolver o impasse e conhecer de perto a situação. Ela tentou uma reunião com os moradores da comunidade que não aceitam a construção da nova igreja.  

Mical Damasceno afirmou que os moradores se recusaram a dialogar e os gritos e xingamentos reafirmaram que não iriam permitir a construção da igreja. “Nós tentamos conversar com eles, mas não teve acordo. Eles gritaram comigo, proferiram palavrões e agrediram o pastor com palavras de baixo calão. Não querem que a gente construa a igreja no povoado Queluz. E essa é a minha tristeza”, frisou.  

Diante do impasse e das ameaças, a deputada disse que irá tomar as providencias legais para garantir a construção do templo e a segurança dos fiéis que se congregam naquela igreja. 

“Então, nós vamos procurar o nosso direito. Já acionamos a assessoria jurídica para tomar providências porque, do jeito que está acontecendo ali, nós não podemos permitir. Nós entramos em contato com o pastor presidente das Assembleias de Deus no Maranhão para falar sobre a gravidade do assunto e, assim, o Conselho da nossa convenção achou por bem transferir de lá o pastor Jeferson. Aproveito para dizer aos nossos irmãos do povoado Queluz, que nós estamos aqui para apoiá-los. Vocês não estão sós e nós vamos tomar todas as providências sobre isso”, finalizou.

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VALMIR ARAÚJO