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Saiba quem são a deputada estadual e o secretário investigados por desvio de R$ 50 milhões do Fundeb no MA

A deputada estadual Daniella (PSB) e o namorado dela, o ex-prefeito de Caxias e atual secretário de Agricultura e Pecuária do Maranhão, Fábio Gentil, foram alvos da ‘Operação Lei do Retorno’, da Polícia Federal, que investiga os desvios de cerca de R$ 50 milhões de recursos públicos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Os dois investigados têm longa atuação política no Maranhão. Veja, abaixo, o perfil dos alvos da operação.

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Daniella

Natural de Presidente Dutra (MA), a deputada estadual Daniella Jadão Meneses, conhecida como Daniella, tem 40 anos e formação em Nutrição. Antes de ingressar na política, atuou como coordenadora do Departamento de Nutrição e Dietética do Hospital Regional de Urgência e Emergência de Presidente Dutra (Socorrão), foi nutricionista do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) em Tuntum e gerenciou a Secretaria Municipal de Assistência Social.

Em 2015, assumiu a direção-geral do Hospital Macrorregional de Presidente Dutra. No mesmo período, iniciou sua trajetória política. Foi candidata a vereadora em Tuntum pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) em 2012, mas não se elegeu. Em 2018, conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa do Maranhão pelo Democratas (DEM) e foi reeleita em 2022, já pelo PSB.

Daniella foi casada por dez anos com o ex-prefeito de Tuntum, Cleomar Tema. Após a separação, em 2022, assumiu publicamente o relacionamento com o ex-prefeito de Caxias e atual secretário de Agricultura e Pecuária do Maranhão, Fábio Gentil.

Fábio Gentil

Fábio José Gentil Pereira Rosa, conhecido como Fábio Gentil, de 55 anos, é engenheiro formado e considerado uma das principais lideranças políticas da cidade de Caxias e região. Ele é filho de José Gentil Rosa, conhecido como Zé Gentil, que começou a carreira política em 1982 como vereador de Caxias e foi deputado estadual por três mandatos seguidos, sendo eleito novamente em 2018. O deputado morreu em 2020.

Fábio Gentil iniciou sua carreira política como vereador de Caxias, cargo que ocupou por três mandatos consecutivos entre 2004 e 2012, pelo então Partido Social Democrata Cristão (PSDC), atual Democracia Cristã (DC). Em 2014, ficou como suplente de Deputado Estadual, também pelo PSDC.

Nesta terça-feira (19), a Polícia Federal realizou a ‘Operação Lei do Retorno’, que investiga os desvios de cerca de R$ 50 milhões de recursos públicos do Fundeb no Maranhão.

Os principais alvos são a deputada Daniella (PSB) e o namorado Fábio Gentil, que é ex-prefeito de Caxias (MA) e atual secretário de Agricultura e Pecuária do Maranhão. Nas residências do casal, a PF apreendeu diversos bens, incluindo um cheque de R$ 350 mil.

A deputada nega que cometeu irregularidades (veja mais abaixo). Em nota, o secretário ressaltou que não há fatos que afetem sua conduta e está à disposição para prestar os devidos esclarecimentos (veja mais abaixo).

Deputada Daniella e Fábio Gentil vivem um relacionamento amoroso há pelo menos dois anos — Foto: Arquivo pessoal

Deputada Daniella e Fábio Gentil vivem um relacionamento amoroso há pelo menos dois anos — Foto: Arquivo pessoal

    Policiais federais estiveram na manhã desta terça em endereços ligados ao casal, e também no gabinete de Daniella, na Assembleia Legislativa do Maranhão. Além deles, são investigados servidores públicos e empresas ligadas ao esquema de desvios de recursos públicos.

    Dentre os 45 mandados de busca e apreensão, foram apreendidos carros, joias, mais de R$ 50 mil em espécie, e um cheque de R$ 350 mil em endereços ligados aos investigados.

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    PF esteve em endereços ligados a suspeitos de desvios de recursos do Fundeb no Maranhão — Foto: Divulgação/Polícia Federal

    PF esteve em endereços ligados a suspeitos de desvios de recursos do Fundeb no Maranhão — Foto: Divulgação/Polícia Federal

    Os mandados foram cumpridos Caxias, São Luís, São José do Ribamar, Buriti Bravo, Presidente Dutra, Joselândia, no Maranhão, e em Teresina, no Piauí.

    Investigação

    Segundo a Polícia Federal, os desvios de recursos públicos para a educação ocorreram entre os anos de 2021 e 2025, através de procedimentos fraudulentos em licitações municipais.

    Segundo a PF, parte dos valores contratados com recursos do Fundeb eram desviados para os servidores públicos envolvidos nas fraudes, por meio da manipulação das licitações. Dentre os crimes apurados, há formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar até 52 anos de prisão.

    G1MA

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