Morrem quatro pessoas de covid-19 em apenas uma semana no Maranhão

Em uma semana, quatro pessoas morreram vítimas da Covid-19 no Maranhão. Todas as pessoas estavam com o esquema vacinal incompleto ou atrasado, um cenário preocupante que reflete a baixa adesão do imunizante contra o novo coronavírus no estado.

As vítimas eram um homem, de 36 anos, sem comorbidades morreu em Pindaré-Mirim, cidade localizada a 255 km de São Luís. Ele só tomou até a segunda dose da vacina, em agosto de 2021.

Duas pessoas morreram em Balsas, cidade localizada a 810 km de São Luís. As vítimas eram um homem, de 68 anos, que estava com o esquema vacinal atrasado e uma mulher, de 72 anos, que não tinha tomado nenhuma dose da vacina.

A quarta vítima é do município de Codó, localizado a 290 km da capital maranhense. Ela morreu na segunda-feira (5) e tinha tomado apenas duas doses da vacina contra a Covid-19.

A primeira dose teve cobertura vacinal de 100%, a segunda de 90%, a terceira caiu para 44% e a quarta dose, apenas 16% da população compareceu aos postos de vacinação. Essa baixa adesão, pode ser percebida nos postos de vacinação.

“A gente veio passear no shopping e aproveitamos para encostar aqui nesse estabelecimento para tomar a primeira dose e a terceira dose da vacina”, disse Ariele Vitória Silva, modelo.

Segundo a coordenadora da campanha de vacinação contra a Covid-19 em São Luís, Delryhane Carvalho, os dados mostram que a população tem se descuidado e não tem comparecido para tomar a vacina. Para isso, a cidade tem apostado em pontos de vacinação em shoppings centers.

“A gente coloca isso como estratégia de a gente conseguir aumentar essa cobertura vacinal que está sendo necessária. O que está acontecendo aqui em São Luís, nessa procura que não está tão acelerada, está acontecendo em todo o Brasil. A gente está colocando isso como uma fórmula de estímulo para a população”, disse.

Um dos desafios é alcançar a meta de vacinação contra a Covid-19 em crianças. Apenas 51% tomou a primeira-dose e a 33% voltou para completar o esquema vacinal.

“Entre as crianças, a gente tem uma preocupação extra. A campanha para o público infantil começou em janeiro, então a gente tem seis meses e a gente só conseguiu vacinar, aproximadamente, 51%. Quando a gente vai trazer os dados para a segunda dose, ou seja, o total das crianças que retornaram para completar o esquema primário, esse número cai para 33%. É muito pouco para aquilo que a gente tem como meta, já que o esquema da criança é diferenciado, ela só tem a primeira dose e a segunda dose. Então, mais do que nunca, é necessário que os pais e responsáveis tragam as crianças para tomar essa vacina”, disse a coordenadora.

G1 MA

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VALMIR ARAÚJO