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Homem negro é torturado em supermercado após suspeita de furto no Maranhão

A Polícia do Maranhão prendeu quatro funcionários que por manter um homem negro sob ameaças, tortura psicológica e cárcere privado.

A Polícia Civil do Maranhão prendeu nesta segunda-feira (28) quatro funcionários que prestam serviço ao Grupo Mateus por manter um homem negro sob ameaças, tortura psicológica e cárcere privado por quatro horas dentro de um almoxarifado de um supermercado da rede em Santa Inês, no interior do Maranhão. A reportagem é do portal UOL. PUBLICIDADE.

Foram presos os fiscais de prevenção de perdas do supermercado Lucas Rocha e Levi Araújo, o vigilante Willamy Antônio e o subgerente do supermercado, Wellington Rodrigues. A reportagem entrou em contato com a defesa dos funcionários, mas ainda não houve retorno dos advogados até a última atualização desta reportagem.

A empresa é uma das maiores redes varejista de alimentos do Brasil, com mais de 50 estabelecimentos nos estados do Pará, Maranhão e Piauí. O dono, Ilson Mateus, é considerado um dos homens mais ricos do Brasil, segundo a Forbes, com fortuna estimada em R$ 20 bilhões.

A vítima, de 35 anos, havia comprado dois quilos de frango, às 8h de ontem, e saía com a sacola com o produto e a nota fiscal, depois de pagar pelos itens no caixa. As imagens da câmera de segurança do supermercado flagram a abordagem de um segurança no momento em que o homem deixava o supermercado.

Ele foi conduzido por uma escada até o setor de gerência do supermercado. Lá, foi fotografado e levado ao almoxarifado, nos fundos da loja. Segundo o relato prestado na delegacia da cidade, ele foi algemado e amarrado com um pedaço de fio metálico a uma barra de ferro por ao menos quatro horas. 

Brasil 247

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VALMIR ARAÚJO