DNA de Lázaro será incluído em banco de perfis genéticos

A juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais (VEP) de Brasília, autorizou a inclusão do material genético de Lázaro Barbosa Sousa no Banco Nacional de Perfis Genéticos, banco de dados criado para auxiliar na solução de crimes. A decisão de Cury atendeu a um pedido da Polícia Civil do Distrito Federal.

Lázaro foi morto na semana passada, em Águas Lindas (GO), após ser procurado durante 20 dias. Ele é o principal suspeito de matar quatro pessoas da mesma família em Ceilândia (DF) e de cometer diversos outros crimes enquanto fugia.

Após a morte, a 24ª Delegacia do DF solicitou à VEP que o perfil genético de Lázaro, que já havia sido coletado previamente, fosse incluído no banco. O pedido foi apresentado no âmbito de um processo de execução penal que Lázaro respondia, por roubo e estupro, antes de fugir da cadeia, em 2018.

Ao atender ao pedido, Cury ressaltou que a medida pode ajudar na apuração de crimes cometidos por ele. “Não obstante o óbito dele, a sociedade tem o direito de ver apurada por completo a autoria dos fatos que lhe foram imputados, e que desencadearam as ações policiais que visaram sua recaptura”, escreveu a magistrada, em decisão da última sexta-feira.

A Lei de Execução Penal estabelece que deve ser coletado o DNA de todas as pessoas que cometerem crimes contra a vida ou crime sexual contra vulnerável.

Em abril, o Ministério da Justiça divulgou que o banco nacional ultrapassou a marca de 100 mil perfis cadastrados. De acordo com a pasta, o material já ajudou em mais de duas mil investigações.

EXTRA

Valmir Arajúo