De 588 votos ao Senado Federal: os 18 anos de persistência e superação de Lahesio Bonfim
Entre derrotas, recomeços e vitórias, o médico que iniciou sua trajetória política em uma pequena cidade do Piauí chega ao Senado Federal com quase 1,5 milhão de votos.
A história política de Lahésio Bonfim não começou com uma vitória. Pelo contrário, começou com uma derrota nas urnas, em 2008, quando disputou a Prefeitura de Marcos Parente, no Piauí, e recebeu apenas 588 votos.
Quatro anos depois, em 2012, veio uma nova tentativa, dessa vez como candidato a vice-prefeito de São Pedro dos Crentes, no Maranhão. A chapa recebeu 1.587 votos, mas acabou derrotada por uma diferença de apenas 31 votos.
Duas eleições, duas derrotas. Mas Lahésio não desistiu.
Em 2016, voltou às urnas, agora como candidato a prefeito de São Pedro dos Crentes. Com 1.856 votos, conquistou seu primeiro mandato.
Quatro anos depois, em 2020, alcançou uma votação expressiva: foi reeleito com 3.136 votos, correspondentes a 90,11% dos votos válidos do município.
A trajetória ganhou uma nova dimensão em 2022, quando Lahésio deixou a prefeitura para disputar o Governo do Maranhão. Mesmo sem conquistar o cargo, recebeu 857.744 votos e terminou a eleição em segundo lugar.
Para quem havia começado sua caminhada política com apenas 588 votos, o resultado representava uma mudança extraordinária de dimensão eleitoral.
Mas a história ainda teria outro capítulo.
Em 2026, 18 anos depois de sua primeira candidatura, Lahésio Bonfim foi eleito senador da República pelo Maranhão, com 1.471.859 votos.
O médico que começou disputando uma prefeitura no interior do Piauí, enfrentou derrotas e recomeçou mais de uma vez, agora se prepara para ocupar uma das 81 cadeiras do Senado Federal.
Ao longo dessas seis eleições, foram três derrotas e três vitórias. Uma caminhada marcada por mudanças de cidade, desafios eleitorais e uma crescente projeção estadual.
De 588 votos em 2008 a quase 1,5 milhão em 2026.
A trajetória de Lahésio Bonfim é uma história de persistência na vida pública. Um percurso que demonstra como uma derrota eleitoral não precisa representar o fim de um projeto político.
Dezoito anos depois, sua caminhada chega ao Congresso Nacional, onde começa um novo desafio: transformar a confiança recebida nas urnas em resultados para o Maranhão.














