Ilson Mateus (Grupo Mateus) ocupa o nono lugar na lista dos brasileiros mais rico do mundo

O crescimento das empresas de tecnologia financeira (fintechs) e a onda de ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) na bolsa deram origem a uma nova leva de bilionários no Brasil no ano passado.

O país conta com um total de 65 pessoas com um patrimônio de pelo menos dez dígitos, de acordo com o ranking da revista Forbes divulgado nesta terça-feira. Jorge Paulo Lemann, sócio da 3G Capital e sócio da cervejaria AB Inbev, é o brasileiro mais rico, mas ele aparece na lista geral da revista.

Onze nomes apareceram pela primeira vez na seleta lista. Cinco das caras novas estão ligadas ao setor financeiro. Além dos herdeiros do banqueiro Joseph Safra, morto no ano passado, Guilherme Benchimol, fundador da XP, e David Vélez, o colombiano que criou o Nubank no Brasil, estão entre as novidades da lista.

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Os estreantes na lista dos bilionários incluem também os fundadores de empresas que estrearam na bolsa no ano passado, incluindo Ilson Mateus, o ex-garimpeiro que criou a rede de atacarejo Grupo Mateus.

A alta no valor de mercado de empresas na bolsa no ano da pandemia, como o Magazine Luiza (MLGU3), também fez surgir outros integrantes da família Trajano na lista dos bilionários.

Confira a seguir a lista dos 11 “novatos” brasileiros na lista da Forbes:

  • Irmãos Safra (Jacob, David, Alberto e Esther / Banco Safra) — US$ 7,1 bilhões
  • David Vélez (Nubank) — US$ 5,2 bilhões
  • Guilherme Benchimol (XP Investimentos) — US$ 2,6 bilhões
  • André Street (Stone) — US$ 2,5 bilhões
  • Eduardo Pontes (Stone) — US$ 2,4 bilhões
  • Fabricio Garcia (Magazine Luiza) — US$ 2,1 bilhões
  • Flavia Garcia Faleiros (Magazine Luiza) — US$ 2,1 bilhões
  • Fernando Trajano (Magazine Luiza) — US$ 1,5 bilhão
  • Ilson Mateus (Grupo Mateus) — US$ 1,4 bilhão
  • Anne Marie Werninghaus (Weg) — US$ 1,1 bilhão
  • Maria Barros Pinheiro (Grupo Mateus) — US$ 1 bilhão

Vale destacar ainda o salto na fortuna de nomes que já estavam na lista, como o de Jorge Moll Filho, fundador da Rede D’Or, cujo patrimônio subiu de US$ 2 bilhões em 2020 para US$ 11,3 bilhões no ano passado, marcado pelo IPO da rede de hospitais.

*Com informações da Forbes

Valmir Arajúo