Bancários do MA, Greve Geral contra a Reforma da Previdência vai parar o Brasil no dia 14/06

Nesta sexta-feira, dia 14 de junho, o Brasil vai parar com a GREVE GERAL contra a proposta de Reforma da Previdência e os demais ataques do Governo Bolsonaro e do Congresso Nacional. 

Em assembleia no sábado (08/06), os bancários maranhenses decidiram aderir ao movimento, que tem como principais bandeiras: a defesa da previdência pública e a luta contra os cortes na educação e por mais empregos. 

Em todo o Maranhão, os bancários fecharão agências e participarão de manifestações com outras categorias. Em São Luís, a concentração ocorrerá na Praça Deodoro, no Centro, a partir das 13h.

A importância da Greve Geral

É importante lembrar que as últimas paralisações gerais, ocorridas em 2017, foram fundamentais para barrar a Reforma da Previdência na gestão Temer. Naquele período, manifestações em todo o país demonstraram a indignação dos trabalhadores contra as artimanhas dos políticos, que teimam em legislar contra o povo. 

Hoje, porém, com a chegada de Bolsonaro à Presidência – que antes alardeava ser contrário a essa famigerada Reforma – os ataques tomaram proporções ainda maiores, com cortes na educação, desemprego nas alturas e, sobretudo, um desejo insano de acabar com a aposentadoria pública dos brasileiros. 

Reforma acabará com a previdência pública

Vale ressaltar que se a proposta de Reforma da Previdência for aprovada, aumentará o tempo de contribuição e de trabalho (65 anos para homens e 62 para mulheres), diminuirá o valor dos benefícios (licença-maternidade, etc.), dificultará a aposentadoria das mulheres e ameaçará as políticas de saúde e de assistência social, como o BPC, indispensável para a sobrevivência dos idosos de baixa renda, que receberão míseros R$ 400,00 por mês. 

Além disso, essa medida perversa não combaterá os privilégios, uma vez que a alta cúpula das Forças Armadas, do Judiciário e dos políticos continuará se aposentando em condições especiais e vantajosas. 

Como se não bastasse, ainda tem a capitalização, que só visa garantir mais lucros aos bancos, através dos planos de previdência privada, o que levará a previdência pública à falência, pagando benefícios miseráveis ou até dando calote nos trabalhadores, como ocorreu no Chile e em outros países da América Latina. 

Todos em defesa da aposentadoria, da educação e dos empregos!

Ninguém pode se omitir nesse momento delicado do nosso país, que decidirá o futuro das próximas gerações. Para fortalecer essa GREVE GERAL, é indispensável que cada cidadão realize reuniões no trabalho, nas escolas, faculdades e nas famílias para explicar os prejuízos que a Reforma da Previdência acarretará aos brasileiros. 

É preciso, ainda, cobrar mais investimentos para a educação ao invés de cortes ou contingenciamentos, bem como exigir do Governo a criação de mais empregos diretos, dignos, sem precarização ou terceirização. 

Por fim, nunca é demais ressaltar que não existe rombo na Previdência Social, mas existem roubos e desvios para pagar a dívida pública e enriquecer ainda mais os banqueiros. Por isso, essa Reforma tem que cair! Essa conta não é nossa. Em defesa da aposentadoria pública, da educação e por mais empregos: vamos à luta. 

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Valmir Arajúo